O Diploma de Espanhol Língua Estrangeira (chamado DELE) certifica o nível de competência na língua. Este exame é aplicado no Brasil pelo Instituto Cervantes, em nome do Ministério de Educação, Cultura e Esporte da Espanha.

De acordo ao Quadro Comum Europeu de Referência para as línguas*, foram estabelecidos seis níveis de proficiência de espanhol, trazendo especificações para a clássica divisão entre: Usuário Básico, Intermediário e Avançado. Os seis níveis de proficiência: A1, A2, B1, B2, C1 e C2 exigem demonstrar competências progressivas no uso da língua, envolvendo compreensão e produção de diferentes tipos de textos (orais e escritos), pertencentes a diversos âmbitos de atuação e, segundo o nível avaliado, com grau de complexidade crescente.

Possuir um certificado de proficiência é fundamental para quem projeta estudar ou realizar estágio no exterior e, sem dúvida, traz um diferencial para profissionais que desejam aceder a vagas de emprego em empresas brasileiras e internacionais. Para professores(as) de espanhol não nativos(as), a realização do DELE comprova sua competência no uso da língua, complementa o currículo e os(as) prepara a docência na área.

A preparação para este exame prioriza a aquisição e treino das habilidades específicas para cada prova: Compreensão de leitura, Expressão e interação escrita, Compreensão auditiva, e Expressão e interação orais, considerando o tempo para a realização de cada uma delas. Também, proporcionam-se momentos de avaliação e reflexão para identificar as principais dificuldades do/a cliente, ver como superá-las, otimizando seu desempenho.

* Ministerio de Educación, Cultura y Deporte. Marco Común Europeo de Referencia Para las Lenguas: Aprendizaje, Enseñanza, Evaluación. Madrid: 2002.

Recentemente, foi criado o Serviço Internacional de Avaliação da Língua Espanhola que certifica de competência na língua por meios eletrônicos. É uma iniciativa que tenta dar mais agilidade e flexibilidade ao processo de obtenção da certificação. Porém, mantém as mesmas exigências estabelecidas no Marco Comum Europeu de Referência para as Línguas (MCER).

Trata-se de uma clara aposta à internacionalização e fortalecimento do espanhol como língua global. É pan-hispânico por incorporar as diferentes variações lingüísticas da língua.

O exame do SIELE é uma boa opção para quem precisa certificar seu nível de espanhol num curto prazo de tempo, pois o certificado da prova fica disponível em apenas três semanas.

Algumas empresas já começaram a solicitar este exame nos processos de seleção de candidatos. Também, há universidades que o exigem como parte dos quesitos para a admissão de futuros estudantes em programas internacionais de grado e pós-grado.

A preparação para este exame exige o conhecimento das distintas provas, o treino com as ferramentas disponibilizadas pelo sistema, ter ciência do sistema de avaliação e contar com estratégias específicas para obter o melhor desempenho.

Desde 2010, o Exame Nacional do Ensino Médio inclui, na prova de Linguagens e Códigos, o conhecimento de língua estrangeira, podendo optar entre Espanhol e Inglês. As questões de língua estrangeira avaliam a interpretação de textos e a capacidade de entender a língua em seu uso cotidiano.

Quando não se tem formação numa língua específica, a proximidade entre o português e o espanhol acaba orientando a escolha, sendo que, 60% dos candidatos escolhem Espanhol**.

Contudo, essa “vantagem” inicial pode se tornar um obstáculo incontornável, quando os/as candidatos/as não conseguem se preparar adequadamente. A proximidade de vocabulário entre o português e o espanhol confunde, apagando os falsos cognatos; embaçando os sentidos que uma frase pode ter a partir da multiplicidade de significados que uma palavra pode expressar; além das próprias variações de sentido transmitidas pelos tempos verbais, entre outros. A “pegadinha” é apenas a falta de conhecimento da língua espanhola e de aspectos culturais centrais para a correta interpretação dos textos apresentados.

Segundo o relatório citado, o nível de acertos nas questões da prova apenas alcança 34%. Considerando que essas questões representam 11% da prova de Linguagens e Códigos, se sair bem nelas é uma ótima oportunidade para obter melhores resultados no ENEM. Com a preparação adequada, as questões de língua estrangeira podem ser “ponto dado”.

Considerando que o ENEM avalia o conhecimento e uso da língua como instrumento de acesso a informações e a outras culturas e grupos sociais, minha metodologia prioriza a utilização de textos reais, de diversas tipologias para desenvolver a habilidade de interpretar e entender a língua nos seus diferentes usos (informativo, literário, publicitário, político etc.). Também, proporcionar ao cliente, alguns conhecimentos sobre a cultura, história e atualidades do contexto da Espanha e América Latina que lhe permitam ampliar sua capacidade de interpretação leitora, inferindo os sentidos dos textos apresentados, identificando: intencionalidade, críticas, argumentos, posicionamentos, usos de termos, entre outros.

** O Impacto da Língua Estrangeira no ENEM. Missão Universitário. Disponível em: <http://conteudo.missaouniversitario.com.br/o-impacto- da-lingua- estrangeira-no-enem>